Reforma Tributária e Simples Nacional: o que muda em 2026 e por que sua empresa não pode ignorar esse ano
A Reforma Tributária deixou de ser um debate futuro e passou a integrar a realidade das empresas brasileiras. Desde 1º de janeiro, iniciou-se oficialmente o período de transição do sistema tributário atual para o novo modelo baseado no IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e na CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços).
Para as empresas optantes pelo Simples Nacional, a principal mensagem neste momento é clara: não há impacto financeiro imediato, mas o cenário fiscal já começou a mudar.
Ignorar 2026 pode significar tomar decisões no escuro em 2027.
A Reforma Tributária já está em vigor?
Sim! A partir de 01/01, começou o período de transição previsto na legislação da Reforma Tributária. Esse período foi desenhado para permitir que empresas, sistemas e o próprio Fisco se adaptem gradualmente ao novo modelo de tributação sobre o consumo.
Isso não significa aumento imediato de carga tributária para todos os regimes — especialmente para o Simples Nacional —, mas marca o início de uma mudança estrutural no ambiente fiscal brasileiro.
2026: o que é, de fato, o “ano de teste” da Reforma Tributária
O ano de 2026 foi definido em lei como um período de testes operacionais do novo sistema tributário.
Na prática, isso significa que:
- O IBS e a CBS passam a existir juridicamente
- São estabelecidas alíquotas simbólicas de teste
- O foco não é arrecadação, mas sim:
- Validação de sistemas
- Adequação de documentos fiscais
- Testes de cruzamento de dados
- Ajustes tecnológicos e operacionais
Trata-se de um ano de validação técnica, e não de aumento imediato da carga tributária.
Empresas do Simples Nacional vão pagar IBS e CBS em 2026?
Não! A Lei Complementar nº 214/2025 é expressa ao determinar que, em relação aos fatos geradores ocorridos ao longo de 2026:
- As empresas optantes pelo Simples Nacional não recolhem IBS nem CBS
- As chamadas alíquotas de teste não se aplicam ao Simples
- O recolhimento de tributos continua sendo feito exclusivamente por meio do DAS
Desde que, naturalmente, as obrigações acessórias sejam corretamente cumpridas.
Ou seja: não há novo imposto a ser pago em 2026 pelo Simples Nacional.
Atenção: dispensa de pagamento não significa dispensa de adaptação
Este é, provavelmente, o ponto mais ignorado pelas empresas.
Apesar da dispensa do recolhimento do IBS e da CBS em 2026, as Notas Técnicas da Receita Federal deixam claro que o ambiente fiscal passa por mudanças relevantes já nesse período.
As empresas do Simples Nacional devem:
- Atualizar os layouts de XML das notas fiscais
- Garantir que seus sistemas emissores estejam compatíveis com o novo modelo
- Adequar processos internos à nova lógica tributária
Na prática, o imposto ainda não é pago, mas o sistema que o sustenta já começa a funcionar.
Ignorar essa fase pode gerar problemas operacionais, fiscais e estratégicos no futuro próximo.
Por que o Simples Nacional não pode ignorar 2026?
Porque 2027 muda completamente o cenário.
A partir desse momento:
- IBS e CBS passam a operar de forma efetiva
- A lógica do imposto “por fora” impacta diretamente a formação de preços
- O crédito tributário se torna um fator competitivo relevante, especialmente em operações B2B
Nesse contexto, muitas empresas do Simples precisarão avaliar estrategicamente se:
- Permanecem no Simples “tradicional”
- Ou optam pelo recolhimento do IBS e da CBS fora do regime, buscando maior competitividade
Quem não se organiza em 2026 será obrigado a decidir às pressas em 2027 — geralmente, pagando mais caro por isso.
O que as empresas do Simples já podem (e devem) fazer agora
Mesmo sem novo imposto a pagar em 2026, este é o momento ideal para preparação estratégica. Algumas ações são essenciais:
- Atualizar sistemas e layouts fiscais
- Entender o funcionamento do IBS e da CBS
- Simular impactos na formação de preços
- Avaliar diferenças entre operações B2B e B2C
- Organizar cadastros de produtos e serviços
- Preparar a contabilidade para o novo modelo
- Tomar decisões baseadas em dados, não em improviso
Planejamento tributário, neste cenário, deixa de ser apenas economia de imposto e passa a ser estratégia de sobrevivência e competitividade.
Conclusão: 2026 não é o ano de pagar imposto novo — é o ano de se preparar
O maior erro das empresas do Simples Nacional neste momento é acreditar que “nada muda” em 2026.
A verdade é que o ambiente fiscal já está mudando, e quem usa este ano apenas como um período de espera corre o risco de perder margem, competitividade e previsibilidade nos anos seguintes.
2026 é o ano de preparar o negócio para a nova realidade tributária brasileira.
Quem se antecipa, decide melhor. Quem ignora, decide no escuro.
Planejamento agora não é custo. É proteção de margem, preço e competitividade.
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