Governo sanciona nesta terça-feira lei que finaliza regulamentação da Reforma Tributária - PLP 108/2024
Governo sanciona lei que finaliza a regulamentação da Reforma Tributária
O governo federal sancionou nesta terça-feira a lei que conclui a regulamentação da Reforma Tributária sobre o consumo, marcando um dos momentos mais relevantes da política fiscal brasileira nas últimas décadas. A norma, originada do Projeto de Lei Complementar nº 108/2024 (PLP 108/2024), define regras operacionais essenciais para a implantação do novo sistema tributário.
A sanção ocorreu em cerimônia oficial em Brasília e também marcou o lançamento da plataforma digital nacional que será responsável por consolidar a arrecadação dos novos tributos.
O que muda com a regulamentação da Reforma Tributária
A nova legislação detalha pontos fundamentais para a operacionalização do novo modelo tributário, especialmente no que diz respeito ao Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), tributo que substituirá gradualmente o ICMS e o ISS.
Entre os principais avanços da lei, destacam-se:
- Definição das regras gerais de funcionamento do IBS;
- Criação do Comitê Gestor do IBS, órgão responsável pela administração do imposto;
- Estabelecimento de normas gerais para tributos como ITCMD, ITBI e a Contribuição para Custeio do Serviço de Iluminação Pública (Cosip);
- Padronização de procedimentos para União, Estados e Municípios.
Essas medidas buscam reduzir a complexidade do sistema atual e promover maior segurança jurídica aos contribuintes.
Lançamento da plataforma digital nacional de arrecadação
Durante a cerimônia de sanção, o governo também apresentou a nova plataforma tecnológica nacional, que será utilizada para operacionalizar os tributos criados pela Reforma Tributária.
O sistema tem como objetivo:
- Centralizar a arrecadação dos novos tributos;
- Integrar informações fiscais entre os entes federativos;
- Aumentar a transparência e o controle sobre a tributação;
- Facilitar o cumprimento das obrigações acessórias por empresas e contadores.
A plataforma está em fase inicial de testes e será implementada de forma gradual.
Impactos práticos para empresas e contribuintes
Com a regulamentação concluída, empresas de todos os portes devem começar a se preparar para mudanças significativas em suas rotinas fiscais e contábeis. A Reforma Tributária não altera apenas alíquotas, mas também processos, sistemas e estratégias empresariais.
Entre os principais impactos esperados estão:
- Alterações na apuração dos tributos sobre o consumo;
- Novas obrigações acessórias e exigências tecnológicas;
- Necessidade de adequação de sistemas de emissão de documentos fiscais;
- Maior importância do planejamento tributário preventivo.
Empresas que não se anteciparem podem enfrentar riscos fiscais e operacionais nos próximos anos.
2026 será o ano da transição e adaptação
O ano de 2026 será marcado como período de transição para o novo modelo tributário. Nesse momento, o foco será a adaptação dos sistemas, testes operacionais e capacitação de empresas, profissionais contábeis e administrações públicas.
Embora o impacto financeiro pleno dos novos tributos ainda não ocorra de imediato, as decisões tomadas em 2026 terão reflexos diretos na carga tributária e na conformidade fiscal a partir de 2027.
Planejamento tributário deixa de ser opcional
A sanção da lei que regulamenta a Reforma Tributária reforça uma mensagem clara: planejamento tributário deixou de ser diferencial e passou a ser necessidade.
Empresas que analisarem com antecedência seus fluxos, regimes de tributação e estrutura operacional estarão mais preparadas para enfrentar o novo cenário, reduzindo riscos e aproveitando oportunidades previstas na legislação.
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