Desenrola Brasil tem desconto de até 96% para quem pagar dívida à vista; veja quais bancos estão no programa

19 de julho de 2023

Nesta primeira fase, voltada para quem ganha até R$ 20 mil, parcelamentos são de até dez anos. Adesão de bancos foi grande no 1° dia, mas especialista recomenda negociar sempre


Bancos que aderiram ao Desenrola Brasil, programa de renegociação de dívidas do governo federal, oferecem parcelamentos de até dez anos e descontos de até 96% no montante em atraso no caso de quitação à vista.

Ontem, no primeiro dia de renegociações no âmbito do programa, foi grande a adesão das instituições financeiras, interessadas nos benefícios tributários que o governo concedeu em contrapartida.

Segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o governo liberou R$ 50 bilhões em créditos presumidos para os bancos.


Além de estabelecer uma negociação direta com os devedores, os bancos que aderiram ao Desenrola se comprometeram a limpar o nome de "negativados" com dívidas de até R$ 100 até 31 de dezembro de 2022, ainda que o débito se mantenha em aberto. Em troca, o Ministério da Fazenda vai acelerar o processo de reconhecimento de créditos tributários dos bancos.


Na prática, a cada R$ 1 de dívida renegociada, o banco terá R$ 1 a mais para novos empréstimos, com a antecipação do crédito tributário que receberia ao longo do ano, o que tem efeito positivo em seu balanço.


Alexandre Ferreira, assessor da Secretaria de Reformas Econômicas, disse que o governo fará um balanço do programa no fim desta semana. O diretor da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac), Andrew Frank Storfer, atribui as condições aos benefícios tributários que interessam aos bancos. Mas observa que prazo, juros e desconto serão definidos considerando vários

fatores:


- Não dá para esperar que o máximo de desconto seja para todo mundo. Vai depender do tamanho da dívida, do perfil do cliente, do tempo em que o débito está em atraso, entre outras considerações. Cada caso é um, e tudo tem que ser analisado - explica Storfer, que aconselha aos consumidores insistirem em condições melhores que as apresentadas logo de início, dado o interesse dos bancos. - Não dá para aceitar a primeira oferta.



Segunda fase em setembro

Na primeira etapa do programa, que começou ontem, apenas dívidas bancárias serão renegociadas. Esta fase é focada em pessoas que ganham até R$ 20 mil (a chamada faixa 2). Numa segunda etapa, prevista para setembro, quem ganha até dois salários mínimos (R$2.640) mensais (agrupados na chamada faixa 1) também poderá renegociar dívidas com varejistas e concessionárias de serviços como água e luz, além das bancárias.


Uma plataforma digital permitirá uma espécie de leilão: a proposta de refinanciamento com maior desconto na dívida terá a garantia do Tesouro Nacional. O governo vai disponibilizar R$ 7,5 bilhões por meio do Fundo Garantidor de Operações (FGO) para cobrir eventuais calotes, o que, segundo Haddad, viabilizará a renegociação de um montante de dívidas equivalente a quatro vezes mais, de até R$ 30 bilhões. O programa vai até 30 de dezembro de

2023.


Segundo Haddad, a estimativa do total de brasileiros "desnegativados" por dívidas de até R$ 100 é de 1,5 milhão, mas pode chegar a 2,5 milhões se o Nubank aderir ao programa. O banco digital, afirmou o ministro, foi o único que não aderir.


- Tem um banco só que estava em dúvida se aderia ou não, porque ele tem pouca vantagem no crédito presumido e tem 1 milhão de pessoas negativadas, o Nubank. Estamos aguardando - disse Haddad, em entrevista coletiva ontem.


Ele acrescentou:

- Liberamos R$ 50 bilhões (em crédito presumido) para que o setor bancário faça as renegociações, no sistema de balanço financeiro. O estímulo para o banco é ter o valor da renegociação como crédito presumido com o governo. Se o desconto para a pessoa for de R$ 7 mil, o crédito para o banco será de R$ 7 mil.



Parcelamento bem maior

Ontem, os bancos apresentaram condições de renegociação bem melhores que a única exigência do governo para a faixa 2: parcelamento da dívida em no mínimo 12 vezes. As instituições ofereceram prazos mais longos, até dez vezes esse mínimo.


Os maiores estão no Santander e no Banco do Brasil (BB), onde é possível quitar o débito em até 120 parcelas (dez anos). Na Caixa, o prazo é de 96 meses (oito anos). O Bradesco vai oferecer 60 meses (cinco anos).


O menor parcelamento é o do banco digital Inter: no máximo três anos. As instituições não informaram as taxas de juros que usarão nos refinanciamentos, mas prometem descontos altos. No BB, chega a 96% para quem pagar à vista. Sob a mesma condição, é possível ter redução entre 40% e 90% na Caixa.


Santander e Inter darão desconto de até 90%, a depender do caso. O Itaú não informou os prazos, mas promete descontos de até 60% nos juros. O Bradesco não informou o desconto que pretende aplicar.


A aposentada Teresa Borges, de 61 anos, teve de pegar empréstimos com vários bancos para pagar dívidas:

- Virou uma bola de neve. Fui pegando empréstimo para não ficar com o nome sujo, e no fim não deu certo - desabafa. - Se conseguir limpar meu nome vai ser ótimo.


Haddad esclareceu que, nesta primeira fase, qualquer tipo de dívida bancária pode ser renegociada, incluindo financiamentos de bens e imóveis:



"Faz sentido"

- Desde que sejam dívidas (negativadas) até 31 de dezembro (de 2022), junto ao sistema financeiro. O teto é somente o limite de renda.


Segundo analistas, faz sentido para os bancos aderirem em peso ao Desenrola, mesmo sem garantia do Tesouro, pelo incentivo tributário. Instituições financeiras têm 45% do lucro tributados por CSLL e Imposto de Renda de Pessoa Jurídica, mas têm alíquota efetiva em torno de 30% com o abatimento de créditos tributários, explica João Frota, analista da corretora Senso Investimentos. Dessa forma, a antecipação é atrativa.


- Não é desprezível, faz diferença e muita - diz Frota.


Carlos Daltozo, analista especializado no setor bancário da consultoria Eleven, avalia que a adesão ao Desenrola virá em bom momento para os bancos. Isso porque, em meio aos juros altos, a inadimplência subiu, obrigando bancos a aumentarem provisões, recursos reservados para possíveis perdas, o que reduz o lucro nos balanços. A adesão ao programa pode amenizar esse efeito:


- Faz total sentido (a adesão dos bancos), principalmente na faixa 2, pessoas que têm poder aquisitivo e consomem outros serviços bancários.


Frota explica que parte dos valores provisionados pode ser reconhecida como crédito tributário no futuro, mas a antecipação favorece os balanços dos bancos no curto prazo. (Colaboraram Letycia Cardoso e Caroline Nunes).



Quais bancos estão no programa Desenrola Brasil?


Caixa

• Taxa de juros: Prazo máximo de

pagamento: em até 96 meses.

• Quais são os descontos? De 40% a 90% para pagamento à vista.

• Onde posso renegociar? Na página temática do programa no site da Caixa (caixa.gov.br/desenrola/); no WhatsApp, pelo número 0800 104 0104; na Central de Relacionamento nos números 4004-0104 (capitais e regiões metropolitanas) e 0800 104 0104 (demais regiões).


Banco do Brasil

• Taxa de juros: Dependem do perfil do cliente, tempo de atraso e o tipo da dívida.

• Prazo máximo de pagamento: em até 120 meses.

• Quais são os descontos? De até 96% para pagamentos à vista.

• Onde posso renegociar? Nas agências; no aplicativo do BB; Internet Banking (nos endereços bb.com.br/renegocie, para pessoas físicas, ou bb.com.br/renegociepj, para pessoas jurídicas); Central de Relacionamento pelos números 4004-0001 (capitais) e 0800-729-0001 (demais regiões); ou no WhatsApp, enviando #renegocie para o número 61 4004-0001.


Itaú

• Taxa de juros: O banco não informou.

• Prazo máximo de pagamento: O banco não informou.

• Quais são os descontos? De até 60% nas taxas de juros.

• Onde posso renegociar? No Whatsapp (11) 4004-1144 e pelo site renegociacao.itau.com.br/.


Santander

• Taxa de juros: Depende do tipo da dívida.

• Prazo máximo de pagamento: Em até 120 meses.

• Quais são os descontos? De até 90%, dependendo do caso.

• Onde posso renegociar? Centrais de Atendimento telefônico (4004-3535 nas capitais e regiões metropolitanas e 0800-702-3535 nas demais localidades), ou no site santander.com.br/renegociacao/. No caso de dívidas de financiamentos, o canal é a página negociemais.santanderfinanciamentos.com.br/. As condições dependem do perfil do cliente.


Bradesco

• Taxa de juros: Depende do tipo da dívida.

• Prazo máximo de pagamento: Em até 60 meses.

• Quais são os descontos? O banco não informou.

• Onde posso renegociar? Nas agências, caixas eletrônicos, aplicativo, site bradesco.negociedigital.com.br/ ou pelo WhatsApp, no número (11) 4858-5151.


Inter

• Taxa de juros: O banco não informou.

• Prazo máximo de pagamento: Em até 36 meses.

• Quais são os descontos? De até 90%.

• Onde posso renegociar? As renegociações serão feitas pelo portal bancointer.com.br/negocie/, pelo aplicativo ou pela Central de Atendimento, 3003-4070.



O que é o Desenrola Brasil?


O Desenrola Brasil é uma iniciativa voltada para a renegociação de dívidas de pessoas físicas com renda de até R$ 20 mil. Ele foi criado pelo governo federal em parceria com instituições financeiras, por meio da Medida Provisória n° 1.176/2023. Uma portaria publicada no dia 14 de julho definiu regras para diferentes públicos que serão atingidos pelo programa. Num primeiro momento, poderão ser renegociadas dívidas bancárias. Dívidas de consumo, como luz, água e até com lojas, poderão ser renegociadas em uma segunda fase.


Quando começa a valer o programa Desenrola Brasil?


O programa começou a valer na última segunda-feira, dia 17 de julho. As pessoas endividadas com bancos já podem procurar diretamente as instituições financeiras para renegociar débitos em condições mais vantajosas. A expectativa é atender 30 milhões de pessoas nesta etapa. A segunda etapa está prevista para setembro, com o início da operação da plataforma digital.


Como faço para entrar no programa Desenrola Brasil?


O programa abrange três públicos:

• Devedores com débito de até R$ 100, que poderão limpar o nome nesta semana;

• Público-alvo da faixa 1, com renda de até dois salários mínimos e débitos de até R$ 5 mil, que contará com uma plataforma digital em setembro;

• Faixa 2, que abrange brasileiros com renda de até R$ 20 mil e dívidas bancárias, que poderá renegociar débitos em condições mais vantajosas nesta semana.


Os brasileiros enquadrados na Faixa 2 não poderão renegociar as dívidas com lojas ou prestadoras de serviços púbicos, como água e luz. As dívidas não bancárias serão englobadas apenas para aqueles que estão na Faixa 1.



Fonte: O Globo















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14 de abril de 2026
Se você é empresário ou gestor financeiro, provavelmente já está acostumado a ouvir falar do Portal e-CAC. Ele tem sido, por anos, a principal ponte de comunicação digital entre a sua empresa e a Receita Federal. Porém, uma mudança silenciosa e perigosa acaba de acontecer. Com a publicação da Instrução Normativa RFB nº 2.320 , a Receita Federal oficializou a substituição gradual e o fim do e-CAC, que dará lugar ao novo Portal de Serviços . Mas por que uma simples "mudança de site" é motivo de alerta máximo para o seu negócio? Porque é exatamente na confusão dessa transição tecnológica que as empresas perdem prazos, tomam multas e têm suas operações travadas. Neste artigo, vamos explicar o que muda na prática e como blindar o seu CNPJ. O que muda com o Novo Portal de Serviços da Receita Federal? O objetivo do Governo Federal é fechar o cerco e unificar a fiscalização. O novo Portal de Serviços foi criado para reunir, em um único ambiente, todos os serviços abertos e os que exigem autenticação avançada (gov.br Prata ou Ouro). A grande novidade é que o novo portal já integra sistemas pesados e complexos, como o e-Social e a Redesim . A estratégia da Receita é clara: cruzar todas as suas informações trabalhistas, fiscais e tributárias em uma única tela. Novos serviços não entram mais no e-CAC A Receita Federal foi categórica: o e-CAC continuará funcionando temporariamente, mas todos os novos serviços criados pelo governo já estão nascendo exclusivamente no Portal de Serviços. Ou seja, a sua empresa será obrigada a migrar. A Armadilha da Transição: Onde está o perigo para o seu CNPJ? O grande risco para os empresários neste exato momento é a "cegueira fiscal". Como o e-CAC ainda não foi totalmente desligado e o novo portal já está no ar, a sua empresa precisa monitorar os dois sistemas simultaneamente . É através da Caixa Postal Digital que a Receita Federal envia avisos críticos, como: Notificações de cobrança e autuações; Alertas de inconsistências e malha fina PJ; Termos de exclusão do Simples Nacional; Pendências para emissão de Certidões Negativas de Débitos (CND). Se a Receita enviar uma notificação para a caixa do novo Portal de Serviços e o seu setor financeiro/contábil continuar monitorando apenas o e-CAC antigo, a sua empresa não verá a cobrança. O Custo de Perder um Prazo com o Fisco A digitalização do governo não perdoa o amadorismo. A Receita não liga para avisar que há um problema; ela notifica eletronicamente e o prazo começa a correr. Se a sua empresa não apresentar defesa no prazo estipulado por falta de acompanhamento dos portais, as consequências são imediatas: Multas e Juros: O passivo tributário cresce diariamente. Bloqueio de CND: Sem certidão negativa, você não participa de licitações, não consegue empréstimos e tem pagamentos de grandes clientes retidos. Inaptidão do CNPJ: Em casos extremos de abandono fiscal, a empresa fica impedida de emitir notas fiscais. Como blindar a sua empresa durante o Fim do e-CAC? A transição digital exige processos rígidos e uma gestão contábil de excelência. Para garantir que a sua operação não sofra impactos: Auditoria de Acessos: Garanta que os certificados digitais (e-CNPJ) e as procurações eletrônicas estejam atualizados para acessar ambos os portais. Monitoramento Diário: Institua uma rotina de checagem diária nas caixas de mensagens do e-CAC e do novo Portal de Serviços. Terceirização Especializada: Deixe a burocracia governamental nas mãos de quem respira isso diariamente. Sua empresa tem certeza de que não há nenhuma notificação esquecida no novo portal da Receita hoje? 👉 Não deixe o caixa da sua empresa exposto a multas surpresas. Clique aqui e fale com nossos especialistas . Vamos realizar uma varredura completa no seu CNPJ e assumir o monitoramento diário da sua Caixa Postal Digital, garantindo total conformidade e tranquilidade para o seu negócio crescer.
30 de março de 2026
A Receita Federal publicou recentemente novas regras que mudam completamente a forma como o governo enxerga a sua empresa. Através da Lei Complementar nº 225/2026, foram regulamentados três grandes programas de conformidade tributária: Sintonia, Confia e OEA . Para o empresário comum e para os pequenos e médios negócios, a grande revolução está no Programa Sintonia . De forma simples: a Receita Federal criou uma espécie de "Serasa Fiscal". A partir de agora, o seu CNPJ receberá uma nota de comportamento. Se a nota for boa, você ganha descontos e benefícios. Se a nota for ruim, as dores de cabeça vão aumentar. Neste artigo, explicamos como esse sistema vai funcionar na prática e o que você precisa fazer para proteger o caixa da sua empresa. O que é o Programa Sintonia? O Programa Sintonia é o maior sistema de conformidade tributária já implantado no Brasil. Ele vai classificar os contribuintes em cinco categorias: A+, A, B, C e D. A Receita Federal fará uma avaliação trimestral baseada em inteligência artificial e cruzamento de dados, observando 4 pilares principais da sua rotina: Cadastro: Seus dados estão atualizados? Declarações e Escriturações: Você entrega tudo no prazo? Consistência: O que você declara bate com a sua movimentação real? Pagamentos: Seus impostos estão em dia? ⚠️ Alerta Importante: A partir de abril de 2026, esse sistema vai classificar todas as empresas do Brasil, incluindo aquelas que estão no Simples Nacional . Apenas os Microempreendedores Individuais (MEI) ficam de fora neste primeiro momento. O Impacto Prático: Por que o Selo A+ vale dinheiro? Alcançar a categoria máxima do Programa Sintonia (o Selo A+) deixou de ser apenas uma vaidade contábil. Uma boa gestão de negócios agora vai muito além do fluxo de caixa; ela afeta diretamente a sua carga tributária. Empresas com o Selo Sintonia A+ terão benefícios exclusivos: Desconto em Impostos: Concessão de um Bônus de Adimplência Fiscal, que garante descontos (de 1% a 3%) na CSLL. Fila Expressa: Prioridade máxima na restituição de impostos e no atendimento da Receita. Fim das Multas de Mora: Se você cometer um erro e for um contribuinte A+, terá 60 dias para fazer a autorregularização sem pagar multa. Com a lista de empresas A+ sendo divulgada publicamente, ostentar esse selo de transparência pode até se tornar um diferencial de autoridade nas suas estratégias de marketing para atrair novos clientes e parceiros comerciais. O Risco de Ignorar a Conformidade Tributária Se o Selo A+ traz benefícios, as notas C e D trazem holofotes indesejados. Se a sua contabilidade é desorganizada, as declarações atrasam e os dados não fecham, sua empresa será rebaixada. O risco prático é claro: perda de competitividade (por não ter os mesmos descontos do seu concorrente) e uma chance infinitamente maior de cair na malha fina, já que o sistema apontará o seu CNPJ como um "comportamento de risco". Os Programas para Gigantes: Confia e OEA Além do Sintonia, a Receita também regulamentou o Confia (voltado para os maiores contribuintes do país, garantindo comunicação direta e sem litígios com o Fisco) e o OEA (Operador Econômico Autorizado, que acelera processos aduaneiros para empresas de comércio exterior). A grande sacada do governo foi integrar tudo: uma empresa exportadora que possua o Selo Sintonia A+ terá ainda mais agilidade nas alfândegas. É um ecossistema completo onde a honestidade e a organização são recompensadas. Qual será a nota da sua empresa em 2026? A régua subiu. O governo está usando tecnologia de ponta para separar as empresas organizadas das amadoras. Você não pode esperar até abril de 2026 para descobrir se a sua nota será um "A+" ou um "D". ✅ Orientação Estratégica: Antecipe-se às regras. Faça uma revisão completa do seu cadastro, das suas obrigações acessórias e do seu histórico de pagamentos antes que o sistema faça isso por você. 👉 Quer garantir o Selo A+ e os descontos para a sua empresa? Entre em contato com a nossa equipe de especialistas e agende um diagnóstico preventivo do seu CNPJ. Nós organizamos a sua casa para você focar no que importa: fazer o seu negócio crescer de forma segura.
25 de março de 2026
A Reforma Tributária brasileira trouxe uma transformação histórica no sistema de tributação sobre o consumo. O principal marco dessa mudança é a substituição gradual do ICMS, hoje administrado pelos estados, pelo novo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) . Nesse cenário de transição, a recuperação de ICMS pago indevidamente tornou-se uma das pautas mais urgentes para empresários, gestores e tomadores de decisão. Muitas empresas possuem créditos tributários acumulados ou valores recolhidos a maior que precisam ser resgatados antes da consolidação do novo modelo. Neste artigo, explicamos como revisar essas apurações e por que essa é uma oportunidade estratégica para gerar caixa e iniciar a adaptação ao novo sistema com total organização fiscal. O que é a Recuperação de ICMS na prática? A recuperação de ICMS ocorre quando uma empresa identifica que realizou pagamentos indevidos ao Fisco ou deixou de aproveitar créditos permitidos pela complexa legislação estadual. Isso costuma acontecer por diversos motivos: Interpretação incorreta da legislação; Erros de parametrização em sistemas fiscais (ERPs); Mudanças de entendimento nos tribunais administrativos e judiciais. Quando esses valores são identificados legalmente, a empresa pode solicitar a restituição de ICMS ou realizar a compensação com tributos futuros, sempre respeitando as regras vigentes. A Regra dos 5 Anos No Brasil, a legislação permite revisar pagamentos realizados nos últimos cinco anos (60 meses) . Isso amplia significativamente as oportunidades de recuperação tributária, trazendo à tona um montante financeiro que já pertence à empresa, mas que ficou esquecido na contabilidade. 5 Situações Comuns que Geram Oportunidades de Recuperação Mesmo em empresas com estruturas fiscais sólidas, as frequentes alterações nas regras estaduais geram inconsistências. Entre as situações mais comuns que geram créditos de ICMS não aproveitados, destacam-se: Créditos não apropriados: Falhas no aproveitamento de ICMS em aquisições de insumos ou mercadorias. Substituição Tributária: Erros na aplicação e cálculo da substituição tributária (ICMS-ST). Operações Interestaduais: Diferenças de cálculo (DIFAL) e recolhimento em vendas para outros estados. Base de Cálculo: Inclusão indevida de valores na base de cálculo do imposto. Classificação Fiscal: Erros na NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul) ou na classificação dos produtos. Por que antecipar a revisão antes da chegada do IBS? Com a Reforma Tributária, o ICMS e o IBS (tributo compartilhado entre estados e municípios) coexistirão durante o período de transição, até a completa substituição do modelo atual. Esse momento de mudança exige atenção redobrada. Créditos acumulados de ICMS ou pagamentos indevidos podem permanecer ocultos ou até se perderem se não forem analisados de forma estruturada antes do fim do imposto estadual. Recuperar esses créditos agora permite que as empresas iniciem a transição com maior equilíbrio financeiro e uma organização tributária blindada contra a malha fina. Auditoria Tributária como Ferramenta de Identificação A identificação dessas oportunidades normalmente ocorre por meio de uma auditoria tributária especializada . Esse processo envolve a análise minuciosa de notas fiscais (XMLs), registros contábeis, declarações fiscais e parametrizações de sistemas de gestão. Hoje, através do uso de soluções tecnológicas e cruzamento de dados de alta precisão, é possível auditar milhares de operações de forma rápida, eficiente e totalmente segura, sem prejudicar a rotina da empresa. Recuperação Tributária como Estratégia de Gestão Mais do que uma simples correção de inconsistências fiscais, a recuperação de ICMS representa uma robusta estratégia de gestão corporativa. Valores recuperados se transformam em capital de giro imediato, melhorando o fluxo de caixa para investimentos, modernização de processos e adaptação ao novo cenário tributário do país. Em um ambiente de negócios em constante transformação, a revisão preventiva dos tributos pagos nos últimos anos faz toda a diferença na saúde financeira e na competitividade da sua operação. Sua empresa está preparada para a Reforma Tributária? A complexidade da transição não pode ser motivo para a sua empresa deixar dinheiro na mesa. Antes de se preocupar exclusivamente com o novo IBS, garanta que o passado fiscal do seu negócio não esconde recursos valiosos. 👉 Quer descobrir se a sua empresa tem impostos a recuperar? Entre em contato com a nossa equipe de especialistas e solicite um diagnóstico tributário seguro e confidencial. Transforme o seu passado fiscal em fluxo de caixa presente.