Receita Federal mantém Simples Nacional e benefícios sociais fora da redução de incentivos fiscais em 2026
A Receita Federal publicou a Instrução Normativa RFB nº 2.307/2026, atualizando a lista de benefícios fiscais federais que permanecem fora da política de redução linear de incentivos tributários.
A medida integra o movimento de reorganização das renúncias fiscais promovido pela União e confirma que Simples Nacional, desoneração da folha, MEI e benefícios sociais não serão atingidos pelos cortes lineares previstos para 2026.
A norma substitui o anexo da IN RFB nº 2.305/2025 e está alinhada à Lei Complementar nº 224/2025 e ao Decreto nº 12.808/2025.
O que é a redução linear de incentivos fiscais?
A política de redução linear de incentivos fiscais tem como objetivo diminuir parte das renúncias tributárias federais de forma proporcional.
No entanto, a IN RFB 2.307/2026 delimita expressamente quais benefícios fiscais federais permanecem preservados, garantindo maior previsibilidade tributária para empresas e contribuintes.
Benefícios trabalhistas e sociais mantidos pela Receita Federal
Entre os principais dispositivos preservados pela Receita Federal em 2026 estão incentivos diretamente relacionados à proteção social e ao mercado de trabalho.
Permanecem fora da redução:
- Desoneração da folha de salários;
- Alíquota previdenciária reduzida do MEI;
- Contribuição do segurado facultativo de baixa renda;
- Dedução de despesas com assistência médica e social concedidas a empregados;
- Benefícios previdenciários previstos na Lei Complementar nº 123/2006.
A manutenção desses incentivos evita impacto imediato na folha de pagamento, no custo empresarial e na apuração do lucro real.
Simples Nacional não será afetado em 2026
O Simples Nacional permanece fora da redução de incentivos fiscais federais, preservando:
- Alíquotas diferenciadas;
- Redução de base de cálculo;
- Tratamento tributário favorecido às micro e pequenas empresas.
Para as MPEs, a decisão mantém estabilidade no planejamento tributário 2026 e reduz riscos de aumento abrupto de carga tributária.
Incentivos à inovação, educação e habitação continuam válidos
A nova regulamentação também mantém incentivos estratégicos ligados a políticas públicas estruturantes.
Entre os benefícios fiscais mantidos estão:
- Regime especial do Minha Casa, Minha Vida;
- Isenções tributárias do Prouni;
- Incentivos fiscais à pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica;
- Benefícios para empresas de tecnologia da informação, semicondutores e automação;
- Isenções para entidades sem fins lucrativos e filantrópicas.
Esses dispositivos continuam produzindo efeitos sobre IRPJ, CSLL, PIS e Cofins, conforme legislação específica.
Impactos no planejamento tributário das empresas
Apesar da preservação de diversos incentivos fiscais em 2026, a atualização normativa exige revisão estratégica por parte de contadores e gestores.
Empresas que utilizam:
- Regimes especiais;
- Créditos fiscais;
- Incentivos regionais;
- Benefícios à inovação;
devem reavaliar enquadramentos, controles contábeis e compliance fiscal.
A delimitação clara dos incentivos fiscais mantidos permite projeções mais seguras de carga tributária e maior organização no planejamento tributário empresarial.
Receita Federal 2026: segurança jurídica e atenção estratégica
A publicação da IN RFB nº 2.307/2026 reforça a previsibilidade regulatória no cenário tributário federal.
O Simples Nacional, a desoneração da folha e benefícios sociais permanecem protegidos da redução linear de incentivos fiscais, preservando políticas públicas e a competitividade das micro e pequenas empresas.
No entanto, o momento exige:
- Atualização técnica;
- Monitoramento regulatório contínuo;
- Integração entre áreas fiscal, contábil e trabalhista.
Empresas que adotam postura preventiva reduzem riscos fiscais e fortalecem sua estratégia tributária para 2026.
Conclusão
A atualização promovida pela Receita Federal delimita com maior precisão os incentivos fiscais que permanecem fora da política de redução linear.
Para empresas de modo geral, o momento é de revisão técnica e estratégia, não de inércia.
O cenário permanece estável para o Simples Nacional, benefícios trabalhistas e programas estruturantes — mas o acompanhamento regulatório continua essencial.
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