INSS: bancos estudam propor ao governo metodologia para teto do consignado

29 de setembro de 2023

Movimento seria uma tentativa de considerar custos e rentabilidade.


Instituições bancárias estudam propor ao governo uma metodologia de cálculo para a fixação da taxa teto de juro que pode ser cobrada no empréstimo consignado dos beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) .


De acordo com apuração do Valor Econômico, o movimento surge uma vez que os bancos estão preocupados com a intenção do Ministério da Previdência Social de diminuir o teto proporcionalmente à variação da taxa Selic, taxa básica de juros.


Assim como avalia o ministro da Previdência, Carlos Lupi, há espaço para a redução das taxas do consignado, principalmente no atual cenário de quedas da Selic já contratadas para as próximas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC).


Além disso, o Valor Econômico apurou que a intenção do ministério é fixar um cálculo para que, toda vez que a Selic recuar, o teto de também caia. Dessa forma, seria uma modulação que levaria em conta uma rentabilidade mínima para os bancos e a variação da taxa básica, proporcionalmente.


Contudo, os bancos são contra essa ideia. Eles defendem que o cálculo deve levar em consideração os custos fixos e variáveis das instituições financeiras, incluindo o custo de captação, em que esse custo de captação teria de ser, no mínimo, igual aos juros futuros com vencimento em dois anos.


As taxas fixadas pelo Tesouro Nacional poderiam ser usadas como referência, no entanto teriam que ser no mínimo, visto que bancos pequenos e médios possuem um custo maior para pegar recursos no mercado.


Diante disso, a fórmula defendida pelos bancos é diferente da desejada pela Previdência. Para o professor de Finanças da FGV, Rafael Schiozer, diminuir o teto do consignado proporcionalmente à queda da Selic é um “erro técnico”, uma vez que a queda na taxa básica já está precificada.

“A taxa que serve de referência para qualquer empréstimo (inclusive o consignado) é a taxa prefixada com maturidade similar à duração do empréstimo. Como a queda da Selic ao longo dos próximos 12 meses já está precificada, as taxas de juros dos empréstimos não devem cair na proporção da Selic”, diz Schiozer.


Assim, a divergência sobre a fórmula de cálculo tem colocado os bancos e o Ministério da Previdência Social em campos opostos no Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS), que é o colegiado responsável por fixar o teto de juros do consignado do INSS.


Por esse motivo, os bancos reclamam que não têm tido voz no CNPS.


A Confederação Nacional das Instituições Financeiras (CNF) tem assento como suplente, porém participou das últimas reuniões.


Além dessa, uma outra queixa dos bancos é que eles têm tido acesso às propostas do ministério na véspera da reunião deliberativa. 


Para se ter uma ideia, o presidente da Febraban, Isaac Sidney, chegou a enviar ofício a Lupi reclamando desses pontos. O ministério diz que a pauta é enviada com até 48 horas de antecedência a todos os conselheiros.


Diante das divergências, o Valor Econômico apurou que os bancos devem buscar apoio do Ministério da Fazenda no debate. Além disso, as instituições financeiras também defendem que o BC seja ouvido.


Procurada pelo Valor Econômico, a Febraban apenas confirma o envio do ofício e o conteúdo. Enquanto isso, o Ministério da Previdência Social diz que assuntos relacionados ao empréstimo consignado têm sido tratados em grupo de trabalho (GT) específico, além do CNPS, afirmando que os bancos têm participado das reuniões e debates desse GT. 


“O Conselho mantém permanente diálogo com as diferentes representações do pleno, recebendo as sugestões e debatendo com responsabilidade e defendendo o melhor para a Previdência Social do Brasil”, diz a pasta, em nota.



Fonte: Valor Econômico



25 de março de 2026
A Reforma Tributária brasileira trouxe uma transformação histórica no sistema de tributação sobre o consumo. O principal marco dessa mudança é a substituição gradual do ICMS, hoje administrado pelos estados, pelo novo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) . Nesse cenário de transição, a recuperação de ICMS pago indevidamente tornou-se uma das pautas mais urgentes para empresários, gestores e tomadores de decisão. Muitas empresas possuem créditos tributários acumulados ou valores recolhidos a maior que precisam ser resgatados antes da consolidação do novo modelo. Neste artigo, explicamos como revisar essas apurações e por que essa é uma oportunidade estratégica para gerar caixa e iniciar a adaptação ao novo sistema com total organização fiscal. O que é a Recuperação de ICMS na prática? A recuperação de ICMS ocorre quando uma empresa identifica que realizou pagamentos indevidos ao Fisco ou deixou de aproveitar créditos permitidos pela complexa legislação estadual. Isso costuma acontecer por diversos motivos: Interpretação incorreta da legislação; Erros de parametrização em sistemas fiscais (ERPs); Mudanças de entendimento nos tribunais administrativos e judiciais. Quando esses valores são identificados legalmente, a empresa pode solicitar a restituição de ICMS ou realizar a compensação com tributos futuros, sempre respeitando as regras vigentes. A Regra dos 5 Anos No Brasil, a legislação permite revisar pagamentos realizados nos últimos cinco anos (60 meses) . Isso amplia significativamente as oportunidades de recuperação tributária, trazendo à tona um montante financeiro que já pertence à empresa, mas que ficou esquecido na contabilidade. 5 Situações Comuns que Geram Oportunidades de Recuperação Mesmo em empresas com estruturas fiscais sólidas, as frequentes alterações nas regras estaduais geram inconsistências. Entre as situações mais comuns que geram créditos de ICMS não aproveitados, destacam-se: Créditos não apropriados: Falhas no aproveitamento de ICMS em aquisições de insumos ou mercadorias. Substituição Tributária: Erros na aplicação e cálculo da substituição tributária (ICMS-ST). Operações Interestaduais: Diferenças de cálculo (DIFAL) e recolhimento em vendas para outros estados. Base de Cálculo: Inclusão indevida de valores na base de cálculo do imposto. Classificação Fiscal: Erros na NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul) ou na classificação dos produtos. Por que antecipar a revisão antes da chegada do IBS? Com a Reforma Tributária, o ICMS e o IBS (tributo compartilhado entre estados e municípios) coexistirão durante o período de transição, até a completa substituição do modelo atual. Esse momento de mudança exige atenção redobrada. Créditos acumulados de ICMS ou pagamentos indevidos podem permanecer ocultos ou até se perderem se não forem analisados de forma estruturada antes do fim do imposto estadual. Recuperar esses créditos agora permite que as empresas iniciem a transição com maior equilíbrio financeiro e uma organização tributária blindada contra a malha fina. Auditoria Tributária como Ferramenta de Identificação A identificação dessas oportunidades normalmente ocorre por meio de uma auditoria tributária especializada . Esse processo envolve a análise minuciosa de notas fiscais (XMLs), registros contábeis, declarações fiscais e parametrizações de sistemas de gestão. Hoje, através do uso de soluções tecnológicas e cruzamento de dados de alta precisão, é possível auditar milhares de operações de forma rápida, eficiente e totalmente segura, sem prejudicar a rotina da empresa. Recuperação Tributária como Estratégia de Gestão Mais do que uma simples correção de inconsistências fiscais, a recuperação de ICMS representa uma robusta estratégia de gestão corporativa. Valores recuperados se transformam em capital de giro imediato, melhorando o fluxo de caixa para investimentos, modernização de processos e adaptação ao novo cenário tributário do país. Em um ambiente de negócios em constante transformação, a revisão preventiva dos tributos pagos nos últimos anos faz toda a diferença na saúde financeira e na competitividade da sua operação. Sua empresa está preparada para a Reforma Tributária? A complexidade da transição não pode ser motivo para a sua empresa deixar dinheiro na mesa. Antes de se preocupar exclusivamente com o novo IBS, garanta que o passado fiscal do seu negócio não esconde recursos valiosos. 👉 Quer descobrir se a sua empresa tem impostos a recuperar? Entre em contato com a nossa equipe de especialistas e solicite um diagnóstico tributário seguro e confidencial. Transforme o seu passado fiscal em fluxo de caixa presente.
11 de março de 2026
Se você é empresário, contador ou trabalha com tecnologia, preste muita atenção: o formato do CNPJ vai mudar e passar a incluir letras. A Receita Federal do Brasil anunciou essa alteração histórica, que entrará em vigor em julho de 2026 . Mas antes de entrar em pânico achando que vai precisar trocar a documentação da sua empresa, respire fundo. O impacto real não está no seu número atual, mas sim na tecnologia que você usa todos os dias .  Entenda abaixo exatamente o que é o novo CNPJ alfanumérico, quem será afetado e por que o seu sistema de notas fiscais pode travar se você não agir a tempo. O que é o novo CNPJ Alfanumérico? O modelo tradicional de Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica, que usamos há décadas (formado por 14 números, como 00.000.000/0001-00 ), está com os dias contados para as novas empresas. A partir de julho de 2026, a Receita Federal passará a emitir o CNPJ alfanumérico . Na prática, isso significa que as novas inscrições terão uma combinação de letras e números para identificar os negócios no país. Por que a Receita Federal decidiu mudar? O motivo é puramente matemático. Com a expansão da economia e o aumento expressivo de novas empresas (e principalmente de filiais), o sistema atual, que aceita apenas números, está muito próximo de atingir o seu limite máximo de combinações . Para evitar um "apagão" de registros, a transição para o modelo com letras amplia significativamente a capacidade do governo de emitir novos cadastros nas próximas décadas. A pergunta de ouro: Quem já tem CNPJ vai precisar mudar? A resposta curta é: NÃO. A Receita Federal garantiu que nenhuma empresa já existente terá seu número alterado. Se você já tem o seu CNPJ, ele continuará exatamente o mesmo e totalmente válido. A nova regra será aplicada exclusivamente a novas inscrições abertas a partir de julho de 2026. Você não precisará solicitar um novo número, alterar contratos sociais ou refazer seus cadastros no governo. O Perigo Oculto: Por que sua empresa pode ter problemas sérios? Se o seu CNPJ não muda, por que você deveria se preocupar? É aqui que está a grande armadilha dessa atualização. A partir do segundo semestre de 2026, você começará a fechar negócios com clientes e fornecedores que já terão o novo CNPJ com letras . A pergunta que você deve fazer hoje é: o seu sistema de gestão está preparado para digitar uma letra no campo de CNPJ? Se a sua empresa não atualizar os sistemas internos a tempo, você poderá enfrentar problemas graves no dia a dia, como: Falhas de faturamento: Sistemas travando na hora de emitir Notas Fiscais para um cliente novo. Dificuldade de cadastro: Impossibilidade de registrar novos fornecedores no seu banco de dados. Erros de integração: Falhas de comunicação entre softwares de gestão (ERPs), contabilidade e plataformas de e-commerce. Por isso, a recomendação oficial é clara: empresas e desenvolvedores precisam adaptar seus softwares agora , antes da implementação oficial. Cronograma Oficial: Fique de olho nas datas A transição foi planejada para acontecer de forma gradual, dando tempo para o mercado se adaptar. Este é o calendário da Receita Federal: Outubro de 2024: Publicação e entrada em vigor da Instrução Normativa nº 2.229, que estabeleceu as novas regras. Julho de 2026: Início oficial da emissão dos novos CNPJs alfanuméricos. Conclusão: O que fazer hoje? O prazo está correndo e julho de 2026 já está na porta. Se você é dono de empresa, entre em contato com o seu contador e com o suporte do seu sistema de gestão (ERP) e questione: "Nosso sistema já está homologado para aceitar o novo CNPJ com letras?" Se você é desenvolvedor, acesse a página de orientações técnicas da Receita Federal e comece a atualizar os bancos de dados e validadores dos seus softwares imediatamente. Não deixe para atualizar a sua operação quando a primeira Nota Fiscal der erro!
27 de fevereiro de 2026
A emissão de nota fiscal sem IBS e CBS durante a fase de transição da Reforma Tributária exige atenção redobrada das empresas. Com a implementação do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) , o sistema tributário brasileiro passa a operar sob a lógica do IVA Dual , ampliando a integração de dados, os cruzamentos eletrônicos e as validações automatizadas. Nesse cenário, a qualidade da informação declarada torna-se elemento central da conformidade fiscal. O que muda com o IBS e a CBS na emissão da nota fiscal? No novo modelo, a nota fiscal deixa de ser apenas um documento formal de registro da operação e passa a integrar: A apuração assistida dos tributos; A formação da cadeia de créditos; O controle eletrônico da arrecadação; A rastreabilidade digital das operações. Erros, omissões ou ausência de destaque de IBS e CBS podem comprometer a validação da operação no ambiente eletrônico. É permitido emitir nota fiscal sem IBS e CBS durante a transição? A legislação prevê um período inicial de adaptação tecnológica e operacional. Contudo, essa previsão: Não dispensa o preenchimento correto dos campos obrigatórios; Não autoriza emissão em desacordo com o novo modelo; Não elimina efeitos jurídicos decorrentes de inconsistências. Mesmo com eventual flexibilização de multas no início da vigência, a obrigação acessória permanece integralmente exigível. Suspensão de multas na Reforma Tributária é automática? Não. A eventual suspensão ou flexibilização de penalidades: É temporária; Possui alcance restrito; Visa ajustes tecnológicos e operacionais. Inconsistências não corrigidas durante a fase de adaptação podem gerar reflexos posteriores, especialmente após o encerramento do período de transição. Impactos da nota fiscal sem IBS e CBS na cadeia de créditos No modelo do IVA Dual, o crédito do adquirente depende das informações declaradas pelo fornecedor. Se o IBS e a CBS não estiverem corretamente destacados: O crédito pode ser glosado; Pode haver aumento do custo tributário; A formação de preços pode ser afetada; A operação pode sofrer questionamentos fiscais. Esse risco é especialmente relevante em operações B2B, nas quais o crédito integra a estrutura de custo empresarial. Novo regime de penalidades amplia foco na qualidade dos dados A Reforma Tributária organiza um regime sancionatório alinhado à lógica digital do sistema. As penalidades passam a alcançar: Falhas formais; Erros cadastrais; Ausência de dados obrigatórios; Omissão de receitas; Redução indevida de tributos. Com maior rastreabilidade eletrônica, a distinção entre erro operacional e conduta intencional permanece, mas a capacidade de detecção aumenta significativamente. Split payment elimina risco de autuação? Não. Embora o split payment reduza o risco de inadimplência ao segregar o imposto no momento do pagamento, ele não substitui o cumprimento das obrigações acessórias. Inconsistências na nota fiscal podem gerar: Glosa de crédito; Autuações; Reflexos financeiros indiretos. Pagamento correto não substitui documento correto. Como reduzir riscos fiscais na transição do IBS e CBS Empresas devem adotar medidas preventivas: Revisão completa de cadastros fiscais; Conferência de NCM e códigos tributários; Atualização de sistemas emissores; Reparametrização de regras fiscais; Monitoramento contínuo de inconsistências. A governança fiscal passa a ter caráter estratégico e permanente. Conclusão: a transição da Reforma Tributária exige preparação antecipada A emissão de nota fiscal sem IBS e CBS pode gerar impactos relevantes no novo ambiente digital do sistema tributário. A transição não elimina riscos — ela exige organização, revisão de processos e adequação tecnológica. Empresas que se anteciparem terão maior segurança jurídica e previsibilidade financeira no novo cenário tributário. Proteja sua empresa antes que o risco se materialize A Reforma Tributária já está transformando a estrutura de controle fiscal no Brasil. Se sua empresa ainda não revisou: Parametrizações fiscais; Classificação tributária de produtos e serviços; Sistemas emissores; Processos internos de validação de notas; O risco pode estar oculto nas operações diárias. 👉 Agende agora uma análise técnica especializada com nossa equipe e garanta que sua estrutura esteja preparada para o IBS e a CBS. Antecipação hoje significa segurança e economia amanhã. Telefone/WhatsApp OCRAL: 21 3432-5300